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86% das vítimas de feminicídio nunca prestaram queixa, alerta chefe da Polícia Civil de PE

  • Foto do escritor: Evandro Lins
    Evandro Lins
  • 5 de jan. de 2024
  • 1 min de leitura

O alerta precisa ser massificado. No primeiro sinal de violência - seja física ou não -, a mulher deve procurar a polícia para prestar queixa contra o agressor. Levantamento inédito da Polícia Civil de Pernambuco revela que 86% das vítimas de feminicídio no ano de 2023 nunca procuraram uma delegacia para registrar boletim de ocorrência.


"Isso nos revela que a mulher precisa se encorajar e registrar desde a ameaça, primeiro ato de agressão, para que a gente possa ampará-la, para que a gente possa colocá-la inserida na rede de apoio e para que ela se torne visível para a Polícia Civil", afirmou a delegada Simone Aguiar, chefe da Polícia Civil de Pernambuco. 


Dados preliminares da Secretaria de Defesa Social (SDS) apontaram que 78 mulheres foram vítimas de feminicídio em 2023. Houve aumento de 8% em relação ao ano de 2022, quando 72 casos foram registrados. 


"Em relação às mulheres que foram vítimas de tentativa de feminicídio, só 22% haviam procurado a polícia anteriormente para denunciar seus agressores. Está muito claro que as mulheres que nos procuram, a gente consegue evitar que elas percam a vida. E a queixa precisa ser registrada em qualquer tipo de agressão, seja ela moral, seja ela emocional, seja ela patrimonial", reforçou Simone Aguiar. 



 
 
 

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