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  • Evandro Lins

Após 12 horas de júri, acusados de matar radialista são condenados em Santa Cruz do Capibaribe


Após 12 horas de júri, os dois acusados de matar o radialista Claudemir Nunes, em março de 2019 foram condenados na noite da quinta-feira (22) em Santa Cruz do Capibaribe. O júri, que começou às 10h e terminou às 22h, foi presidido pelo juiz João Paulo Barbosa Lima.

Jeová Fortunato Gomes, o mandante do crime, foi condenado a 27 anos de reclusão por homicídio qualificado. De acordo com o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), foram levadas em consideração as seguintes qualificadoras: "mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe; por motivo fútil; e executado à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido".

Claudiano Silva Santos, que matou o radialista, foi condenado a 24 anos de reclusão por homicídio qualificado. Segundo o TJPE, foram levadas em consideração as seguintes qualificadoras: "mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe; e executado à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido". Ele também foi condenado por roubo, totalizando 30 anos e 8 meses de reclusão.


Durante o julgamento, foram ouvidas cinco testemunhas e os réus foram interrogados. Na sequência, começou a fase dos debates, com duração de duas horas e meia para a fala do Ministério Público; e duas horas e meia para apresentação da defesa dos réus.

Em seguida houve réplica do Ministério Público, em que foi usado o tempo de cerca de uma hora, e a tréplica da defesa que utilizou o tempo também de aproximadamente uma hora. O tempo para a réplica e a tréplica era de no máximo duas horas tanto para o MP quanto para a defesa.


Em seguida, os jurados se reuniram em sala reservada para responder aos questionamentos sobre as acusações imputadas aos réus. Por fim, o juiz proferiu a sentença.


Fotos: Blog da Polo