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"Como que eu vou levar uma criança para dentro de um cabaré?", justifica mãe de garoto brutalmente assassinado em Tabira

  • Foto do escritor: Evandro Lins
    Evandro Lins
  • 21 de mar. de 2025
  • 2 min de leitura

Muitas dúvidas ainda cercam a história do pequeno Arthur Ramos do Nascimento, de 2 anos, assassinado brutalmente no dia 16 de fevereiro, na cidade de Tabira, no Sertão de Pernambuco. O crime chocou o Estado pela extrema crueldade cometida contra o menino, que foi vítima de diversas formas de violência antes de sua morte.


Cerca de dois meses antes do crime, Arthur estava sob os cuidados de Giselda da Silva Andrade, de 30 anos, que está presa, e Antônio Lopes Severo, de 42 anos, que foi linchado pela população local ao ser detido pela polícia no dia 18 de fevereiro. Ambos foram indiciados pelo assassinato do garoto.


A mãe da criança, Giovana Ramos, de 20 anos, falou sobre sua convivência com o filho durante uma entrevista ao LW Cast na tarde desta quinta-feira (20).

Um dos principais questionamentos sobre o caso é o motivo da longa estadia do menino com pessoas fora do círculo familiar, já que a família de Giovana reside em Americana, no interior de São Paulo. Em Tabira, no entanto, moram sua avó e sua tia.


“Minha avó não teria condições de cuidar do Arthur por ser idosa. Ela não conseguiria controlá-lo, senão eu o teria deixado com ela. Minha tia tem sua própria família, seu trabalho e seu marido. Ela nunca se ofereceu para cuidar do meu filho”, justificou.
Giovana explicou que precisou deixar o filho sob os cuidados de Giselda para poder trabalhar após decidir retornar a Tabira, cidade onde já havia vivido. Ela revelou que se viu obrigada a se prostituir para se sustentar e enviar dinheiro ao filho, não tendo condições de criá-lo naquele contexto.
“Como eu levaria uma criança para dentro de um cabaré? Como eu permitiria que ele estivesse em um ambiente pesado, com prostituição e drogas, onde há todo tipo de gente? Eu não faria isso. Eu confiava na Giselda, e esse foi o meu maior erro”, afirmou.
Segundo Giovana, Giselda sempre a apoiou e demonstrava responsabilidade. “Nossa amizade não era apenas por causa de droga. Nós fumávamos maconha, mas nunca usamos algo mais pesado. O histórico dela com os filhos sempre foi de cuidado. Outras mães também confiavam nela”, declarou.

Ela ressaltou que foi a primeira vez que Arthur ficou sob os cuidados de Giselda por um período tão longo. Antes disso, ela apenas ajudava a mãe da criança esporadicamente.

“Eu não entreguei meu filho para um desconhecido. Eu não sou louca”, defendeu-se.
Giovana revelou que tem enfrentado um luto profundo e está lutando contra a depressão. “Estou me dopando, essa é a verdade. Quando os pensamentos vêm, eu me medico para evitar sofrer, mas sei que estou me afundando ainda mais”, desabafou.

Segundo ela, sua principal motivação para continuar vivendo é buscar justiça por seu filho, independentemente das consequências.


“Eu só estou aqui hoje porque vou até o fim. Foi o que eu disse desde o começo. Agora, vou lutar até o fim. O que acontecer comigo depois, não importa. Lutarei porque Arthur não era uma criança ‘abandonada’, como dizem”, concluiu.

 
 
 

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