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  • Evandro Lins

Conta de luz: entenda por que ela está mais cara, e por que deve continuar a subir


A energia elétrica foi o item de maior peso na última divulgação da inflação oficial do país. Apenas no mês passado, a alta foi de 5,37%, o que correspondeu a 0,23 ponto percentual do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio, em 12 meses o acumulado está em 8,6%.


E se os brasileiros sentiram o aumento da conta de luz no bolso, a tendência é de piora. Maio foi o mês em que passou a vigorar a bandeira tarifária vermelha patamar 1, que acrescenta R$ 4,169 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos ao mês. Mas, neste mês, a tarifa passou a considerar o patamar 2, que adiciona R$ 6,243 na conta para cada 100 kWh.


Com a crise hídrica e queda do nível dos reservatórios de hidrelétricas, a oferta de energia é compensada por usinas termelétricas. O custo de geração fica mais alto e esse preço é repassado ao consumidor.


Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) o acionamento além do previsto de usinas termelétricas para garantir o fornecimento de energia em 2021, vai custar R$ 9 bilhões aos consumidores.

De janeiro a abril deste ano, o acionamento adicional das termelétricas já custou R$ 4,3 bilhões.


Para compensar esse gasto, foi adotada a bandeira vermelha patamar 2, nível máximo de cobrança extra aos consumidores.