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  • Evandro Lins

Na contramão, Agências Bancárias seguem puxando fila do descumprimento as medidas contra a Covid-19


A região Agreste de Pernambuco está desde a última quarta-feira (26), em quarentena rígida com diversas restrições, sobretudo no comércio, para tentar conter o avanço da pandemia da Covid-19. A medida foi adotada pelo comitê de enfrentamento do Governo do Estado. Na contramão de tudo que prevê os órgãos sanitários, as agências bancárias seguem a rotina comum, e não adotaram ações efetivas para evitar o contágio.

Acanhada e modesta, a Agência do Bradesco atende, em grande parte, um público de idosos aposentados. Sem qualquer estrutura interna proporcional a demanda de pessoas, a agência também não investiu externamente para acomodar os que ficam se espremendo em busca de receber seu benefício. O Banco do Brasil apresenta os mesmos problemas.


A exceção, muito embora não tenha feito sua parte, fica por conta da Caixa Econômica Federal. A Instituição em Toritama, recebeu uma estrutura de tendas e cadeiras montada pela prefeitura para evitar que as dezenas de clientes se aglomerassem em fila na porta do banco. A prefeitura fez, o que deveria ser obrigação do banco.


Enquanto os números de diagnósticos, internações e mortes pela Covid-19 seguem de forma avassaladora no interior de Pernambuco, e o Governo do Estado fecha o comércio e agrava a situação econômica. Os maiores focos de aglomerações e desobediência seguem sem nenhuma sanção.


Difícil intender como os bancos, que mesmo em plena pandemia tiveram lucros recordes no ano passado, não são obrigados a investir em estrutura para receber seus clientes, e paradoxalmente, o dono da barraca, foi proibido de vender seu pastel.