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  • Evandro Lins

Paciente é internada por nove dias no Hospital de Campanha de Santa Cruz sem ter contraído COVID-19


Na última quinta-feira (11), uma mulher entrou em contato com a equipe do Santa Cruz Online para realizar uma denuncia referente a morte da mãe dela. A paciente que faleceu foi identificada como Sandra Izabel Nascimento, 42 anos, ela faleceu no dia 30 de maio. A denúncia que foi veiculada no Programa Independente nesta sexta-feira (12), transmitido pelo Santa Cruz Online, trouxe os relatos da mulher.


A indignação da filha, identificada como Poliana Izabel, é que a mulher deu entrada na UPA de Santa Cruz com dores no peito e falta de ar, após a terceira vez que a mulher buscou atendimento na unidade hospitalar ela ficou internada como suspeita de Covid-19. Dois dias após essa internação ela foi encaminhada para o Hospital de Campanha de Santa Cruz, antes mesmo de chegar o resultado que confirmava ou descartava o vírus. A filha nos informou que as pessoas que realizaram a transferência de uma unidade para a outra afirmaram que a paciente iria ficar em uma sala isolada das pessoas confirmadas, mas segundo a filha a mulher ficou em uma sala com outras pessoas.


Após nove dias internada no Hospital de Campanha, a mulher recebeu alta e foi liberada para voltar para sua residência. De acordo com Poliana Izabel, a mulher de 42 anos realizou quatro testes de COVID-19 e todos deram negativo. A filha de Sandra nos mostrou dois exames que estavam com ela e afirmou que os outros dois ela não recebeu, um teria ficado no Hospital Municipal após a alta do de Campanha e outro teria ficado com a equipe de Caruaru que deram a certidão de óbito de Sandra Izabel.


A filha relatou que após a alta do Hospital, que é direcionado para o tratamento de pessoas com o novo coronavírus, a paciente não ficou nem um dia completo em casa pois continuava com a falta de ar e as dores no peito e teve que ser levada por uma equipe do SAMU para o Hospital Raimundo Francelino Aragão. No municipal, Poliana Izabel nos informou que os médicos falavam apenas que era coisa da cabeça dela, por causa de problemas psicológicos que ela desenvolveu após a internação no hospital de campanha.


A mulher morreu nos braços da filha após pedir que a mesma solicitasse aos médicos que fizessem alguma coisa, que o coração dela iria “sair pela boca”. No atestado de óbito consta causa indeterminada, porém a filha acredita que a mulher morreu após algum problema no coração, que poderia ter sido tratado se tivessem realizado exames específicos na paciente e não tratado como “coisa da cabeça dela”.


Entramos em contato com a assessoria da Prefeitura e com a Secretária de Saúde na quinta-feira e após 24 horas desse contato eles nos informaram que estava havendo uma apuração dos fatos e que seria enviado uma nota sobre o caso, porém até o momento da publicação desta matéria não recebemos a nota.

Em contato com a Secretária de Saúde, Pollyane Siqueira, ela informou que essa transferência para o Hospital de Campanha para aguardar o resultado foi feito em um protocolo antigo, que não é mais realizado.



Do Blog do Ney Lima / Santa Cruz On-line



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