Remédios para doenças respiratórias estão em falta em hospitais e farmácias de Pernambuco
- Evandro Lins

- 19 de mai. de 2022
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Com mais de 100 bebês e crianças na fila de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), por causa de doenças respiratórias, os pais e responsáveis precisam lidar também com a falta de medicamentos. Segundo o Conselho Regional de Farmácia de Pernambuco, o estoque está baixo em farmácias de hospitais e da rede particular.
Nesta quarta (18), o secretário de Saúde, André Longo, confirmou que alguns municípios, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e emergências tiveram problemas com a falta de medicamentos. Disse, no entanto, que a situação tem sido "pontual".
"Infelizmente, a gente tem recebido alguns relatos de falta de alguns medicamentos. Isso tem sido pontual e tem sido buscado resolver com comprar emergenciais, com empréstimos, por vezes, de outras unidades", disse.
André Longo citou medicamentos como dipirona, salbutamol e até o soro fisiológico entre os que faltaram em unidades, mas disse que problema foi "bem manuseado pelos serviços sem maiores repercussões até o momento". O secretário também disse que está estimulando que se façam compras emergenciais.
"Isso não é uma realidade só da rede pública. Algumas vezes, a gente tem também pedidos da própria rede privada em relação a algumas medicações. É fato que a guerra [da Ucrânia], a questão do lockdown da China e outras coisas fizeram com que insumos ficassem mais escassos na sua circulação e que os custos de produção de alguns destes medicamentos aumentassem", declarou.
Entre os remédios em falta ou com estoque baixo em hospitais, além dos citados por André Longo, estão furosemida (anti-hipertensivo) e contraste radiológico. Em farmácias, faltam dipirona xarope, amoxicilina, medicamentos para asma e antigripais.




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