Primeiro presídio federal de Pernambuco terá 300 vagas
- Evandro Lins

- 18 de dez. de 2018
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As pouco mais de 300 vagas que serão abertas na primeira penitenciária federal de Pernambuco, em Itaquitinga, na Mata Norte, já têm destinatários: metade será para criminosos sentenciados pela Justiça Federal, e a outra, para tentar desafogar um pouco o estrangulado sistema prisional do Estado – com 10 mil vagas e um universo de cerca de 30 mil detentos, é o terceiro mais superlotado do Brasil.
A unidade começará a ser construída em 2019, ao custo de R$ 50 milhões, e deverá ficar pronta em dois anos. A obra contará com supervisão do Escritório das Nações Unidas para de Serviços para Projetos (Unops), uma agência da ONU que promove parcerias com governos nas áreas de assistência humanitária e segurança. O objetivo é agilizar a construção do presídio, evitando entraves burocráticos.
Ontem foi oficializada a cessão, por parte do governo do Estado, de uma das cinco unidades do complexo prisional de Itaquitinga para que a União possa tocar a obra. Será o sexto presídio federal – os demais estão em Catanduvas (PR), Porto Velho (RO), Campo Grande (MS), Mossoró (RN) e, mais recentemente, em outubro, foi inaugrada a unidade de Brasília (DF).
O acordo é um jogo de ganha-ganha. O governo do Estado cede um pedaço do problemático complexo prisional e ganha uma penitenciária de segurança máxima para onde vai poder transferir alguns presos de alta periculosidade que estão no carcomido – e precariamente vigiado – sistema local. Já o governo federal fica com mais uma opção para transferência de líderes de grandes facções criminosas.
Figuras notórias no mundo do crime nacional, como os traficantes cariocas Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, e Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, fazem périplo pelas unidades federais, devido ao alto grau de segurança. E, sim, podem vir passar temporadas em Pernambuco após a construção da penitenciária federal. Beira-Mar e VP não estão longe: atualmente cumprem pena na unidade de Mossoró.







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